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A Deccor (Divisão Estadual de Combate à Corrupção) da PCPR (Polícia Civil do Paraná) ouviu nesta quarta-feira (15) três servidores da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) no inquérito que investiga uma dispensa de licitação suspeita, envolvendo duas empresas de Curitiba que seriam controladas por membros de uma mesma família.

O contrato em questão previa uma auditoria nas planilhas do transporte coletivo de Londrina — um dos principais pontos de atenção da atual gestão municipal. A empresa contratada recebeu pouco mais de R$ 140 mil, mas o sócio de uma concorrente teria vindo à cidade para realizar o trabalho.

Após as denúncias, a CMTU rescindiu o contrato no início de outubro. O caso também é acompanhado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio da 26ª Promotoria de Justiça.

Entre os ouvidos pela Deccor está o diretor administrativo-financeiro da CMTU, Denilson Vieira Novaes, que afirmou que a Companhia está colaborando com as investigações.

“Houve uma denúncia e é papel da polícia investigar. A CMTU está fornecendo todas as informações necessárias e tem total interesse em esclarecer os fatos o quanto antes”, declarou.

Novaes justificou a dispensa de licitação pela urgência em auditar os custos do transporte público. Segundo ele, com a rescisão do contrato, uma nova contratação deve ser feita, ainda sem prazo definido.

“A urgência partiu da Prefeitura e da Diretoria de Transporte. Nosso papel foi tramitar o processo administrativo”, explicou.

Questionado sobre falhas na contratação, ele reconheceu que o problema só foi percebido após a denúncia.

“Depois que a situação aparece, é fácil dizer que poderia ter sido feito melhor. O processo, aparentemente, tramitou normalmente. A suspeita surgiu quando descobrimos que quem estava executando o serviço era de outra empresa”, disse.

O diretor destacou que os valores pagos — cerca de R$ 28 mil — foram devolvidos e que a Companhia agiu rapidamente para corrigir o problema.

Saída da CMTU

A FOLHA revelou que Novaes, considerado peça-chave na administração da Companhia, pediu demissão no fim de setembro. Embora planejasse deixar o cargo no dia 10 de outubro, ele permanecerá até o fim do mês para auxiliar na transição. O diretor afirmou que sua saída não tem relação com a investigação.

“Saio por questões pessoais. Gostaria que tudo estivesse resolvido antes da minha saída, para deixar o cargo com tranquilidade”, afirmou.

Investigação

Segundo o delegado Thiago Vicentini, da Deccor, o inquérito foi instaurado após uma denúncia anônima recebida há cerca de duas semanas. O objetivo é apurar possível fraude em licitação e contrato administrativo firmado com a CMTU.

“A denúncia coincide com o que já havia sido divulgado pela imprensa: duas empresas de um mesmo núcleo familiar disputando o mesmo processo, o que viola as regras básicas de licitação”, explicou.

O delegado confirmou que três servidores da CMTU e uma pessoa ligada a uma das empresas já foram ouvidos. De acordo com ele, os depoimentos indicam que a Companhia não teria condições técnicas para identificar vínculos familiares entre as concorrentes.

Se confirmadas irregularidades, os envolvidos poderão responder por fraude em processo licitatório ou contrato administrativo, conforme o artigo 337-L do Código Penal.

O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, prorrogável por igual período. A Deccor já analisa os documentos da contratação e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias.

Juliana Carvalho, de 36 anos, morreu neste domingo (12) após 43 dias internada no Hospital Universitário de Londrina. Ela foi uma das vítimas da explosão ocorrida em 30 de agosto, em uma obra na Avenida Harry Prochet, enquanto realizava a limpeza da piscina de um prédio em construção.

Juliana era mãe de Erika Cristina, de 18 anos, que também não resistiu aos ferimentos e faleceu dias após o acidente. A explosão foi provocada pela combinação de vapores inflamáveis de thinner com faíscas de uma lixadeira. As quatro trabalhadoras atingidas tiveram mais de 60% do corpo queimado.

Com a morte de Juliana, a tragédia soma três vítimas fatais — Juliana Carvalho, Erika Cristina e Cristiane Galvão. A quarta trabalhadora, Maura Ribeira Duarte, recebeu alta hospitalar.

A construtora responsável afirmou que presta assistência às famílias e revisa seus protocolos de segurança. Já a empresa contratada para o serviço informou que as profissionais tinham experiência e haviam sido devidamente capacitadas para a função.

Um idoso de 85 anos foi agredido durante um assalto na noite de segunda-feira (13), em uma chácara localizada às margens da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, próxima ao Centro de Eventos de Londrina. O crime ocorreu por volta das 19h.

Equipes do Siate e da Polícia Militar foram acionadas e encontraram a vítima ferida dentro da residência. Segundo o idoso, um homem invadiu o imóvel para roubar e o agrediu antes de fugir, levando alguns objetos.

O idoso recebeu atendimento médico no local e foi encaminhado à Santa Casa de Londrina para uma avaliação mais detalhada.

A Polícia Militar realizou buscas na região, mas nenhum suspeito foi encontrado. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Ao passar pela entrada do Terminal Rodoviário de Londrina, a primeira impressão é clara: o piso está constantemente molhado. À primeira vista, pode parecer resultado de uma limpeza ou de um acidente com uma garrafa d’água, mas o motivo é outro. Entre domingo (12) e segunda-feira (13), a cidade registrou cerca de 80 milímetros de chuva, e as goteiras voltaram a tomar conta da entrada do terminal.

Mesmo dois dias após o fim da chuva, na quarta-feira (15), o cenário permanecia o mesmo: o chão seguia úmido e as gotas continuavam a cair do piso superior, onde ficam as plataformas de embarque e desembarque.

De acordo com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), responsável pela administração do terminal, as infiltrações vêm da laje localizada sob as plataformas 51 a 55, consideradas as áreas mais afetadas. As cinco plataformas foram interditadas na terça-feira (14), e as linhas de ônibus foram remanejadas para outros pontos, sem prejuízo ao atendimento aos passageiros.

A companhia explicou que o maior problema ocorre com os ônibus estacionados ou em manobra, já que o peso e a vibração dos veículos podem comprometer ainda mais a estrutura. “A simples remoção das plataformas pode aliviar a pressão sobre a laje e reduzir a infiltração de água”, informou a CMTU em nota.

Ainda segundo o órgão, o problema é antigo e remonta à inauguração da rodoviária, em 1988. “Nunca houve uma reforma efetiva para resolver definitivamente essa questão. O tráfego de ônibus pesados agrava a situação, mas não é a causa principal”, destacou.

Medida emergencial

Como ação paliativa, será realizada uma tentativa de impermeabilização em pontos específicos do teto da entrada. O trabalho deve levar cerca de 40 dias, dependendo das condições do tempo. A CMTU, no entanto, ressalta que a medida não garante a solução definitiva, apenas busca reduzir os efeitos das infiltrações.

Estrutura antiga e problemas nos banheiros

Além das goteiras, o Terminal Rodoviário de Londrina enfrenta problemas visíveis de conservação. No banheiro feminino próximo às escadas de acesso ao piso superior, há azulejos quebrados, vasos sanitários sem tampa e válvulas de descarga improvisadas. Algumas pias estão danificadas e parte da pedra foi removida. Apesar disso, a limpeza estava em dia no momento da visita da reportagem.

Outros dois banheiros, masculino e feminino, estavam fechados para manutenção. Passageiros reclamaram da falta de opções disponíveis e da necessidade de “procurar” sanitários abertos.

A CMTU informou que ainda não há previsão para a publicação de um edital voltado à revitalização completa do terminal.

Atualmente, a rodoviária conta com 32 lojas e três outros espaços comerciais, dos quais 24 estão ocupados por prestadores de serviços, lanchonetes, sorveterias, caixas eletrônicos e fraldário. Muitos estandes, porém, permanecem fechados.

Apesar dos problemas, alguns usuários avaliam positivamente o terminal. A aposentada Márcia de Souza, 61 anos, afirmou que o embarque e desembarque funcionam bem, mas reconhece que o local “merecia ao menos uma pintura”.

A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) anunciou que as inscrições para comerciantes interessados em atuar nos arredores dos cemitérios municipais durante o Dia de Finados estarão abertas de 20 a 24 de outubro. Os espaços poderão ser utilizados nos dias 31 de outubro, 1º e 2 de novembro, em frente aos cemitérios Padre José de Anchieta, São Paulo, João XXIII, São Pedro e Jardim da Saudade.

Nos locais, será permitida a instalação de barracas, tendas ou bancas sobre a calçada para a venda de produtos relacionados à data, como flores naturais, velas, fósforos, água mineral e bebidas industrializadas. Ficam proibidas a comercialização de bebidas alcoólicas, produtos derivados do tabaco, flores artificiais ou artesanais, entre outros itens.

Cada espaço terá 2 metros quadrados (1x2m), devidamente demarcado e numerado, com taxa de R$ 204,94 por vaga. Os interessados devem seguir as normas do artigo 140 da Lei nº 13.903/2024 (Código de Posturas do Município).

De acordo com o diretor de Operações da CMTU, Fernando Porfírio, a organização dos pontos visa garantir equilíbrio entre comerciantes e pedestres. “Queremos beneficiar os ambulantes, mas sem comprometer a circulação das pessoas que visitam os cemitérios nessas datas”, afirmou.

Os pedidos de inscrição devem ser protocolados no Setor de Protocolo e Atendimento da CMTU, localizado na Rua Professor João Cândido, 1213, Centro, em horário comercial. O edital completo está disponível no site da companhia.

Londrina conquistou a 92ª posição no IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), divulgado em 2025 com base em dados de 2023, alcançando pontuação de 0,8341. O estudo avalia o desempenho dos municípios brasileiros nos setores de educação, saúde e emprego.

Entre as cidades paranaenses, Maringá foi destaque nacional, ficando em 4º lugar com média de 0,8814, logo atrás de Curitiba, que obteve 0,8855.

Embora Londrina não tenha alcançado sua melhor colocação histórica, o resultado marca a melhor média geral da série, com destaque para o setor de emprego e renda, que obteve nota de 0,9709 — próxima do índice máximo (1,0000).

A melhor colocação do município ocorreu em 2013, quando figurou entre as três cidades mais bem avaliadas do Paraná e no Top 50 nacional. Em 2018, Londrina enfrentou sua pior fase, caindo para o 190º lugar, mas voltou a subir gradualmente a partir de 2020.

No ranking nacional, o Top 10 foi dominado por municípios das regiões Sul e Sudeste, sendo cinco do Paraná: Curitiba (3º), Maringá (4º), Toledo (6º), Marechal Cândido Rondon (7º) e Francisco Beltrão (9º). O primeiro lugar ficou com Águas de São Pedro (SP), com média de 0,8932.

O Paraná teve 20 cidades entre as 100 mais bem colocadas, 19 delas à frente de Londrina. Destaques incluem Cianorte (13º), Paranavaí (50º), Mandaguari (62º), Apucarana (67º) e Umuarama (89º).


“Resultado bom, mas pode melhorar”, diz secretário do Trabalho

O secretário do Trabalho de Londrina, César Makiolke, comemorou o desempenho do município, mas afirmou que há espaço para avanços. Segundo ele, Londrina tem promovido desburocratização, qualificação profissional e aproximação com o setor produtivo, o que tem impulsionado o mercado de trabalho.

“Nos aproximamos dos sindicatos e do empresariado para buscar soluções conjuntas. Isso permitiu que os investimentos locais se expandissem, gerando mais empregos”, explicou.

Em 2023, Londrina registrou saldo positivo de 6.655 vagas de emprego, conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Até agosto de 2025, o saldo já ultrapassava 7.200 vagas, o que deve refletir em novos avanços no próximo índice.


Saúde busca reverter indicadores negativos

A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, iniciou uma revisão dos indicadores do setor, com foco na redução da mortalidade infantil e no reforço da atenção básica.

“Estamos revisitando o planejamento estratégico para fortalecer o pré-natal, a puericultura e o acompanhamento das crianças no primeiro ano de vida”, afirmou.

Feijó também destacou a queda na cobertura vacinal após o avanço do movimento antivacina, fenômeno mundial agravado pela pandemia. Para enfrentar o problema, a pasta vem ampliando os horários de atendimento e promovendo ações fora das unidades básicas de saúde.

Outro desafio é a falta de profissionais, devido à ausência de reposição em casos de aposentadorias e exonerações. A secretaria tem investido na contratação de novos servidores e na ampliação de equipes terceirizadas.

“Londrina precisa recuperar o protagonismo em saúde, investindo em inovação, tecnologia e melhoria dos serviços”, completou.


Histórico de Londrina no IFDM

Ano Posição no Sul Posição Nacional Média
2013 42º 0,7802
2014 25º 53º 0,7853
2015 72º 0,7703
2016 59º 0,7714
2017 80º 0,7680
2018 17º 190º 0,7504
2019 10º 103º 0,7822
2020 15º 162º 0,7769
2021 16º 120º 0,8001
2022 13º 119º 0,8119
2023 20º 92º 0,8341

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O governo federal apresentou uma proposta que pode revolucionar o processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil. A principal mudança é o fim da exigência de aulas obrigatórias em autoescolas antes dos exames teórico e prático. Segundo o Ministério dos Transportes, a medida pode reduzir em até 80% o custo para tirar a habilitação, que atualmente chega a R$ 3,2 mil.

A proposta foi colocada em consulta pública na última quinta-feira (2) e ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil. Durante esse período, qualquer cidadão poderá enviar sugestões e comentários. Após a consulta, o texto será encaminhado para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

De acordo com o ministério, o objetivo é modernizar o processo e torná-lo mais acessível, especialmente nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). “Ao facilitar a obtenção da CNH, mais cidadãos deixarão de dirigir sem habilitação, o que deve contribuir para um trânsito mais seguro”, informou a pasta. Atualmente, cerca de 20 milhões de brasileiros conduzem veículos sem carteira.

Como funcionará o novo modelo

O candidato poderá abrir o processo de habilitação diretamente pelo site da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).

  • Aulas teóricas: deixarão de ser obrigatórias em autoescolas. O conteúdo poderá ser estudado presencialmente em Centros de Formação de Condutores (CFCs), por ensino a distância (EAD) ou em formato digital pela própria Senatran.

  • Aulas práticas: não haverá mais a exigência mínima de 20 horas. O candidato poderá optar entre contratar uma autoescola ou um instrutor autônomo credenciado pelo Detran, o que deve reduzir custos e oferecer mais flexibilidade.

  • Exames: as provas teórica e prática continuarão obrigatórias e serão o principal critério para avaliar se o motorista está apto a dirigir.

Categorias profissionais

O projeto também propõe simplificar a obtenção da CNH nas categorias C, D e E (voltadas a caminhões, ônibus e carretas). O objetivo é reduzir a burocracia e permitir que os serviços sejam realizados tanto por autoescolas quanto por outras entidades qualificadas.

Redução de custos e impacto econômico

Com a flexibilização das aulas e a ampliação das modalidades de estudo, o governo estima que o valor da habilitação possa cair até 80%, tornando o processo mais acessível à população de baixa renda. Segundo a Senatran, o modelo também deve estimular a concorrência e aumentar a oferta de serviços, o que tende a baratear ainda mais os preços.

Papel das autoescolas e dos instrutores

Apesar da mudança, os CFCs continuarão tendo papel importante, oferecendo cursos presenciais e a distância. Já os instrutores autônomos precisarão de credenciamento nos Detrans, com formação regulamentada por cursos digitais e avaliação final obrigatória. Nenhum profissional poderá atuar sem registro oficial.

Menos burocracia e mais tecnologia

O novo sistema prevê plataformas digitais que conectem candidatos e instrutores, permitindo agendamento de aulas, localização via GPS e pagamentos online — modelo semelhante a aplicativos de mobilidade.

Experiências internacionais

A proposta é inspirada em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde o processo de habilitação é mais flexível e centrado na autonomia do cidadão.

Com a consulta pública em andamento, o governo espera receber contribuições da sociedade até o início de novembro, antes de enviar o texto final ao Contran.

Cerca de 300 pessoas, entre representantes e atendidos por entidades sociais, lotaram o plenário da Câmara Municipal de Londrina na manhã desta segunda-feira (13). O grupo participou de uma reunião pública para discutir o corte de R$ 17 milhões no orçamento da Secretaria Municipal de Assistência Social, previsto para 2026.

O encontro foi convocado pela Comissão de Seguridade Social do Legislativo, a pedido das organizações conveniadas com a Prefeitura, que serão diretamente afetadas pela redução orçamentária. Parlamentares e líderes das entidades alertaram que o corte pode causar a paralisação de serviços e demissões de funcionários.

Devido ao grande número de participantes, a reunião, marcada para as 9h, começou com cerca de uma hora de atraso. A Prefeitura foi representada pelo secretário da Fazenda, Marcos Rambalducci. A ausência da secretária de Assistência Social, Marisol Chiesa, foi bastante criticada pelos presentes.

Empunhando faixas e cartazes, o público entoou palavras de ordem como “direitos não se cortam, direitos se garantem” e “não vai ter corte, vai ter luta”.

Durante sua fala, Rambalducci afirmou que a redução dos recursos exige uma revisão dos serviços prestados. “Não se questiona o mérito do trabalho das entidades, mas é preciso encontrar formas de fazer mais com menos. Há espaço para melhorar processos e reduzir custos”, argumentou, citando exemplos de acolhimentos com valores considerados altos.

Redução e busca por recursos

O presidente da Comissão de Seguridade Social, vereador Sidnei Matias (Avante), explicou que a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) reduz o orçamento da assistência de R$ 134 milhões para R$ 117 milhões em 2026. Segundo ele, o Legislativo tenta negociar com o Executivo, o governo estadual e o federal para evitar o corte.

Atualmente, Londrina conta com 14 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e casas de passagem, que atendem entre duas e três mil pessoas.

A deputada federal Lenir de Assis (PT) classificou a redução como “inadmissível”.

“Não é missão de um prefeito cortar orçamento da assistência social. Estamos falando de entidades que há décadas acolhem, cuidam e transformam vidas”, afirmou.

Ela destacou que o corte atingiria instituições tradicionais como a Epesmel, Guarda Mirim, Associação Flávia Cristina e Cáritas Arquidiocesana, podendo causar demissões em massa e o aumento da população em situação de rua.

“O orçamento da assistência social não é gasto, é investimento em dignidade humana”, completou Lenir.

Risco de paralisação de serviços

A Cáritas de Londrina, que atua com imigrantes e economia solidária, calcula perda superior a R$ 1,2 milhão em repasses municipais, o que pode levar ao encerramento de programas e demissões.
Segundo a coordenadora Fabrícia Pigaiani, mais de 10 mil pessoas são atendidas em ações de documentação, inclusão produtiva e acolhimento.

“Sem esses recursos, o programa de migração será encerrado e o de economia solidária drasticamente reduzido. As famílias ficarão desassistidas e os Cras sobrecarregados”, alertou.

A assistente social Ezylda Magro, da Associação Flávia Cristina, também manifestou preocupação com o futuro das três residências inclusivas mantidas pela entidade, que abrigam pessoas com deficiência e sem vínculos familiares.

“São casas com cuidadores 24 horas, atendendo pessoas acamadas e abandonadas. O fechamento dessas unidades seria a negação do direito à vida digna”, afirmou.

Ezylda ressaltou que a entidade recebe cerca de R$ 100 mil mensais, valor que se tornaria inviável com a redução.

“Cortar recursos da assistência é o próprio Estado violando os direitos de quem mais precisa”, concluiu.

A Câmara e as entidades esperam que a Prefeitura reveja a proposta antes da votação da LOA.

Uma árvore de grande porte caiu na manhã desta sexta-feira (12) e atingiu um veículo que estava estacionado na Avenida Juscelino Kubitschek, na região central de Londrina. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. O trânsito permanece interditado nos dois sentidos da via, entre as ruas Piauí e Pio XII.

Segundo comerciantes, a árvore tombou por volta das 11h, provocando um forte estrondo ao atingir a rede elétrica. De acordo com a Copel, 55 unidades consumidoras estão sem energia na região. Fios ficaram espalhados pelo canteiro central e pela pista. A empresa informou que o fornecimento está desligado, mas orienta a população a não se aproximar do local por segurança.

O carro atingido pertence ao designer de interiores Alifer Bilmaia, de 30 anos. Ainda abalado, ele contou que havia estacionado o veículo por volta das 8h30, quando chegou para trabalhar em um imóvel próximo. “Quando ouvi os comentários sobre a árvore caída, já fiquei com medo. Cheguei aqui e vi que era o meu carro”, relatou.

Apesar do susto e do prejuízo, Bilmaia se disse aliviado por não estar dentro do veículo e por ninguém ter se ferido. “Uma árvore desse tamanho poderia machucar muito ou até matar. Tento olhar pelo lado bom dentro das coisas ruins”, afirmou.

O designer contou ainda que o automóvel não tem seguro, mas pretende acionar a Justiça. Segundo ele, uma colega já havia solicitado à Prefeitura de Londrina a remoção da árvore, devido ao risco de queda. “Tem protocolo aberto, e-mails e documentos que vão me respaldar”, declarou.

A Prefeitura foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

Equipes seguem no local realizando a retirada dos galhos e a limpeza da via. Ainda não há previsão para a liberação do trânsito no trecho afetado.

O Lago Igapó 2, na zona sul de Londrina, vem chamando a atenção nas últimas semanas pela intensa coloração verde de suas águas — resultado de um processo de eutrofização provocado pelo crescimento de cianobactérias tóxicas. A situação foi agravada pela estiagem registrada entre julho e setembro, quando o volume de chuvas ficou muito abaixo da média histórica.

Na última terça-feira (7), uma chuva intensa de cerca de 25 milímetros em uma hora amenizou parcialmente o problema. Já na manhã de quinta (9), era possível notar uma leve melhora na coloração das águas, embora as alfaces-d’água ainda cobrissem trechos significativos dos quatro lagos do Igapó — mesmo após o início da retirada das plantas, no dia 22 de setembro.

Segundo o professor Orlando de Carvalho Junior, da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), foram coletadas amostras da água para analisar os impactos da chuva, com resultados previstos para divulgação nesta sexta (10). O pesquisador afirmou que, visualmente, o lago apresentou melhora e que as chuvas ajudam a reduzir a concentração das cianobactérias, funcionando como uma “lavagem natural” do lago.

Apesar da leve melhora visual, o Índice de Qualidade da Água (IQA) continua baixo em todos os pontos analisados. No Lago Igapó 2, a concentração de algas e plantas é mais evidente nas margens, especialmente nas proximidades da ponte dos guarda-chuvas, na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, onde trabalhadores da Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) e da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) realizam o mutirão de limpeza.

Durante a remoção das alfaces-d’água, a reportagem observou que alguns servidores não utilizavam equipamentos de proteção individual (EPIs), o que representa risco à saúde, já que as cianobactérias produzem toxinas nocivas que podem causar irritações na pele, coceiras, dermatites, além de efeitos hepatotóxicos e neurotóxicos se ingeridas. O professor Carvalho Junior recomenda o uso de luvas longas, botas impermeáveis, macacão, óculos e máscaras faciais durante o trabalho.

O material recolhido é transportado diariamente para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), no Distrito de Maravilha. Entretanto, trabalhadores relataram que as plantas voltam a se acumular nos lagos dias depois, trazidas pelas tubulações que interligam os lagos 3 e 2. Eles sugerem a instalação de telas nas ligações subterrâneas para evitar o retorno das macrófitas — medida que a Sema informou estar prevista, embora ainda sem prazo definido.

De acordo com o professor, a falta de chuva intensificou o problema, mas não é a causa principal. Ele aponta a existência de lançamentos clandestinos de esgoto ao longo do lago, que elevam os níveis de fósforo e nitrogênio, nutrientes que alimentam o crescimento das cianobactérias. A Sema informou que realizou vistorias conjuntas com a Sanepar e não identificou despejos irregulares.

O especialista destaca ainda que a presença controlada de alfaces-d’água pode ser benéfica, pois elas competem com as bactérias pelos nutrientes e reduzem a penetração de luz, ajudando a conter a proliferação das cianobactérias. Porém, ele pondera que a remoção deve ser feita com critérios técnicos, evitando prejuízos ao equilíbrio do ecossistema.

Carvalho Junior reforça o alerta à população: não é recomendado nadar, pescar ou praticar esportes aquáticos no Lago Igapó até que a situação esteja normalizada.

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